Deficiências de vitaminas e minerais em adultos, como a suplementação pode te ajudar.

Todos nós já ouvimos falar alguma vez sobre carência de nutrientes, especialmente quando o assunto é vitaminas. Muitas vezes, no sentimos cansados, sonolentos e sem energia. Claro, que essa situação é decorrente do excesso de atividades e do corre-corre diário, característico do nosso estilo de vida. Mas você já pensou que, justamente por isso, seu corpo pode estar precisando mais ainda das quantidades ideais de vitaminas? 

O processo de absorção e aproveitamento dos micronutrientes é influenciado por uma série de fatores. Um intestino saudável ajuda e muito, por isso a alimentação precisa ser rica em fibras, ou seja, vegetais. Mas, apenas 23% dos brasileiros consomem as quantidades adequadas de frutas, verduras e legumes, que são 400g diários.

Então, além de ajustar a dieta, incluir mais grãos e cereais integrais, aprender a cozinhar e criar seu próprio livro de receitas. A suplementação também pode te ajudar a recuperar o fôlego e organizar melhor o tempo para rotina mais saudável. 

A longo prazo, garantir os níveis saudáveis de micronutrientes podem prevenir o desenvolvimento de diversas doenças como, por exemplo, diabetes, osteoporose, problemas neurológicos, além de, claro, reduzir a imunidade.

Administrar o estresse, tentar ter uma rotina mais leve e meditar são componentes importantes para um estilo de vida mais saudável, mas no combate as carências nutricionais, a nutrição tem papel essencial.

É importante lembrar que, no mundo, estima-se que a desnutrição especifica de vitaminas e minerais atinja mais de 2 bilhões de pessoas, fenômeno chamado de fome oculta. Por isso, a suplementação é fundamental a partir do momento em que, por qualquer motivo, apenas a comida não é capaz de fornecer a quantidade de nutrientes de que o corpo precisa.

Escolha um produto adequado para a sua idade e necessidade, leia sempre o rótulo! Existem de várias formas, capsulas, pó e até gomas que não precisam de água, resolvem a vida em viagens e ajuda a não esquecer de tomar. Tem dose diária e não pode ultrapassar, ok?

O autocuidado é essencial para a saúde. Cuidado com a alimentação, atividade física, gerenciamento do estresse e do sono nos ajuda a ter uma vida mais plena.

Referências

1. Araujo, M. C. et al. (2013) Consumo de macronutrientes e ingestão inadequada de micronutrientes em adultos. Rev. Saúde Pública 2013;47 (1 Supl):177S-89S

2. Bailey, R. L., West Jr., K. P., & Black, R. E. (2015). The Epidemiology of Global Micronutrient Deficiencies. Annals of Nutrition and Metabolism, 66(2), 22–33. doi:10.1159/000371618 

3. International Food Policy Research Institute. Global Hunger Index: The Challenge of Hidden Hunger. Washington, DC, 2014. Disponível em: https://www.ifpri.org/sites/default/files/ghi/2014/index.html

4. Food and Agriculture Organization of the United Nations. Sustainable Development Goals. State of Food and Agriculture, 2012. Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/did-you-know/detail-news/en/c/211122/

5. Lagunova, Z., Porojnicu, A. C., Vieth, R., Lindberg, F. A., Hexeberg, S., & Moan, J. (2010). Serum 25-Hydroxyvitamin D Is a Predictor of Serum 1,25-Dihydroxyvitamin D in Overweight and Obese Patients. The Journal of Nutrition, 141(1), 112–117. doi:10.3945/jn.109.119495 

6. World Health Organization. Obesity and overweight. 2018. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight

7. Manson, J. E., & Bassuk, S. S. (2018). Vitamin and Mineral Supplements. JAMA, 319(9), 859. doi:10.1001/jama.2017.21012 

8. Vigitel Brasil 2017: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2017 / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2018.