Diabetes: a doença crônica mais comum em crianças.

Dia 14 de novembro é considerado o Dia Mundial do Diabetes. A data foi escolhida pela Federação Internacional de Diabetes e pela Organização Mundial da Saúde como uma maneira de conscientizar a população sobre a doença e seus problemas relacionados.

O que é o diabetes?

Antes de tudo é necessário entender o que é a insulina. Esse hormônio é produzido pelo nosso organismo e é responsável por carregar o açúcar no sangue, para dentro das células e, assim, gerar energia. Quando há falta da insulina ou quando ela não consegue funcionar corretamente, os níveis de açúcar no sangue sobem e, aí a doença conhecida como Diabetes mellitus se instala e, quando não controlado pode afetar os olhos, rins, vasos e coração.

Em crianças, existem dois tipos:

  • Diabetes tipo 1: quando o corpo não consegue produzir quantidades adequadas de insulina. Esse tipo não pode ser evitado, é de origem autoimune, ou seja, o próprio sistema de defesa ataca as células do órgão responsável pela produção do hormônio, o pâncreas. Nesse caso, é necessário o controle de insulina diário.
  • Diabetes tipo 2: ao contrário do anterior, esse é adquirido, geralmente por um estilo de vida inadequado e a uma condição chamada resistência a insulina.

Tanto o diabetes tipo 1 quanto o tipo 2 acontecem em todas as idades, mas a do tipo 1 é mais comum em crianças e adolescentes e o tipo 2 em adultos.

Acredita-se que 40% da população da América Latina possuí a doença e não são diagnosticados. Até 2045, os casos de diabetes aumentarão em 62% na população latino-americana. Mundialmente são mais de 1 milhão de crianças e adolescentes entre 0 e 19 anos que já possuem o diagnóstico do tipo 1, responsável por cerca de 5 a 10% dos casos. 

E como deve ser a alimentação?

Apesar do tipo 1 não poder ser evitado, a alimentação balanceada é super importante e, assim como no tipo 2, é necessário incluir alimentos ricos em fibras como, por exemplo, frutas e vegetais e a vitamina D, que também auxilia no controle da doença. A principal fonte de vitamina D é a exposição solar, não existem muitos alimentos ricos nessa vitamina. Sardinha, alguns cogumelos e os alimentos fortificados são as opções.

Outro ponto importante, no caso do diabetes tipo 1, é não deixar a criança muito tempo sem comer, o ideal é comer de 3 em 3 horas para manter os níveis de açúcar no sangue dentro da normalidade, ou seja, nem abaixo e nem acima do recomendado.

Vale ressaltar que o apoio da família, motivação e acompanhamento adequado são imprescindíveis para o controle da doença em qualquer idade.

Referências

1. Cameron, F. J., & Wherrett, D. K. (2015). Care of diabetes in children and adolescents: controversies, changes, and consensus. The Lancet, 385(9982), 2096–2106. doi:10.1016/s0140-6736(15)60971-0 

2. International Diabetes Federation (IDF) – IDF Diabetes Atlas. 8ª edição, 2017. ISBN: 978-2-930229-87-4. Disponível em https://diabetesatlas.org/

3. Ministério da Saúde – Diabetes (Diabetes Mellitus): Sintomas, Causas e Tratamento. Disponível em http://www.blog.saude.gov.br/ug1x7m

4. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – O verdadeiro Dia Mundial do Diabetes. Disponível em https://www.diabetes.org.br/publico/palavra-da-presidente/1872-o-verdadeiro-dia-mundial-do-diabetes

5. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – Tipos de Diabetes. Disponível em https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/tipos-de-diabetes

6. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – Diabetes tipo 1. Disponível em https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes-tipo-1