O que fazer para as crianças comerem bem!

No processo de educar os filhos, diversos são os desafios dos pais, principalmente quando o assunto é a nutrição das crianças.  Muitas vezes é preciso repensar a rotina da alimentação da família toda, por que o principal é os pais darem o exemplo! E alimentação saudável é para todos, em todas as fases da vida.

É preciso banir a alimentação inadequada: refeições monótonas, sempre baseadas nos mesmos alimentos, ausência de frutas, legumes e vegetais ou consumo de maneira irregular e uma dieta rica em alimentos muito calóricos, mas pobres em vitaminas e minerais.

Mas, ainda que, muitas vezes expostas a um ambiente saudável, particularmente as crianças, se recusam a comer bem. Seja por que estão seletivas, sem interesse ou sem apetite.

A recusa alimentar preocupa os pais que sempre se questionam como devem intervir para evitar atrasos no crescimento e desenvolvimento das crianças, e claro, aumento do risco de infecções.

Bom, para garantir a ingestão de vitaminas e minerais é preciso pensar no volume das refeições, sabendo que a capacidade do estômago pode variar de 240 a 500 ml, dependendo do tamanho da criança. Oferecer quantidades menores, porém mais vezes ao dia, pode ajudar. Fazer lanches bem nutritivos e coloridos, pois toda refeição importa. Inclua as crianças no preparo e monte com eles o seu próprio caderno de receitas.

 Evite transformar a alimentação em momentos de conflito e controle. Se os pais oferecem 5 vezes por dia: 3 refeições e 2 lanches, completos e equilibrados, a criança terá uma alimentação saudável, mesmo que em uma refeição não tenha comido muito de um grupo de alimentos ou alimento em particular.

E lembre-se também que a suplementação é importante a partir do momento que apenas a comida não é capaz de fornecer a quantidade de nutrientes de que o corpo precisa. 

E para gerenciar ainda melhor esse estresse, os suplementos são disponibilizados em diversas formas como, capsulas, pós, líquidos e gomas que podem ampliar a aceitação e eliminar mais um conflito. Atenção ao rótulo e as doses diárias recomendadas. 

Referências

1. International Food Policy Research Institute. Global Hunger Index: The Challenge of Hidden Hunger. Washington, DC, 2014. Disponível em: https://www.ifpri.org/sites/default/files/ghi/2014/index.html

2. Bailey, R. L., West Jr., K. P., & Black, R. E. (2015). The Epidemiology of Global Micronutrient Deficiencies. Annals of Nutrition and Metabolism, 66(2), 22–33. doi:10.1159/000371618 

3. Food and Agriculture Organization of the United Nations. Sustainable Development Goals. State of Food and Agriculture, 2012. Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/did-you-know/detail-news/en/c/211122/

4. Marhias, M. G., et al. (2018). Clinical and Vitamin Response to a Short-Term Multi-Micronutrient Intervention in Brazilian Children and Teens: From Population Data to Interindividual Responses. Mol. Nutr. Food Res. DOI: 10.1002/mnfr.201700613

5. Cozzolino, S. M. F. Suplementação com micronutrientes: Como e Quando? CFN, 2015. Disponível em http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2015/12/Suplementacao-com-micronutrientes-como-e-quando.pdf

6. Abe-Matsumoto, L. T., Sampaio, G. R., & Bastos, D. H. M. (2015). Suplementos vitamínicos e/ou minerais: regulamentação, consumo e implicações à saúde. Cadernos de Saúde Pública, 31(7), 1371–1380. doi:10.1590/0102-311×00177814