HMO Conceitos básicos

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Conceitos básicos

O que é

Os oligossacarídeos do leite humano (HMO – do inglês “Human Milk Oligosaccharides”), são carboidratos complexos presentes em alta quantidade no leite materno. Recentemente, receberam muita atenção devido aos seus benefícios potenciais para o recém-nascido amamentado (Jantscher-Krenn E, Bode, 2012). Quantos tipo existem??

 

Evidências científicas

Ensaios de intervenção clínica com fórmula infantil suplementada com HMO demonstraram que inicialmente, a alimentação a base de uma fórmula infantil com 2 HMOs (quais?)  foi associada a menos doenças relatadas no trato respiratório inferior e a menor necessidade de antibióticos durante o primeiro ano de vida em comparação com a alimentação de uma fórmula infantil sem HMO de controle (Sprenger, Binia, Austin, 2019). Adicionalmente, a composição da microbiota no início da vida mudou, se assemelhando a mesma microbiota de bebês amamentados exclusivamente com leite materno. (Sprenger, Binia, Austin, 2019).

Além do mais, os HMOs provavelmente contribuem para a proteção imunológica, devido seu efeito positivo na microbiota intestinal no início da vida. Essas descobertas justificam mais pesquisas clínicas para melhorar a compreensão da biologia e a importância do HMO na nutrição infantil (Sprenger, Binia, Austin, 2019).

 

Como os HMOs agem (mecanismo de ação)?

Pesquisas recentes têm demonstrado que a estrutura do HMO determina sua função específica e seu papel no organismo (Jantscher-Krenn E, Bode, 2012).

Os estudos indicam que os HMOs exercem um efeito prebiótico, promovendo a colonização saudável do intestino. O HMO também pode agir na proteção do indivíduo contra determinadas doenças, isso porque, é capaz de bloquear a entrada de alguns patógenos microbianos no organismo. Os efeitos na mucosa intestinal incluem respostas celulares diferenciais ou modulação do sistema imunológico inato. Acredita-se que uma pequena porcentagem de HMO seja absorvida intacta no intestino delgado e depois excretada pela urina, o que abre especulações sobre possíveis efeitos sistêmicos, p. no sistema imunológico ou no contexto do desenvolvimento neuronal (Jantscher-Krenn E, Bode, 2012).

 

Função dos HMOs   

A função nutricional mais frequentemente atribuída aos HMOs é de servir como prebióticos – uma forma de carboidrato indigestível que é seletivamente fermentado por microflora intestinal desejável (German et al., 2008).

Além disso, as evidências apontam que os HMOs protegem o lactente contra infecções patogênicas, melhoram a microbiota intestinal, promovendo o desenvolvimento do intestino, além de estimular a maturação imune dos bebês (Donovan e Comstock, 2016).

 

Perguntas e comentários sobre imunidade:

Qual a relação do leite materno com a imunidade?

Resposta: O leite materno protege o bebê durante seus primeiros meses de vida porque é rico em nutrientes, que defendem a criança contra infecções, ajudam no desenvolvimento das células do intestino, estimulam o sistema imune e alimentam os microorganismos benéficos que habitam o intestino (Donovan e Comstock, 2016).

 

O que são HMO e quanto tempo permanece no leite materno?

Resposta: HMO é a sigla do inglês para “Human Milk Oligosaccharides”, traduzindo, oligossacarídeos do leite humano. Estes Oligossacarídeos são carboidratos complexos e disponíveis em grande quantidade no leite materno, mas, sua presença, não é comum nas fórmulas infantis. Os HMO permanecem no leite durante todo o período da amamentação. E recentemente, receberam muita atenção devido aos seus benefícios potenciais para o recém-nascido amamentado (Jantscher-Krenn E, Bode, 2012).

 

Em quais alimentos encontramos as vitaminas que atuam no sistema imune?

Resposta: Os 8 principais nutrientes para fortalecer a imunidade são as vitaminas A, B6, C, D, E, os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3, e os minerais selênio e zinco. Estão presentes nas frutas, verduras, legumes, cogumelos, castanhas e peixes. Assim, uma alimentação variada e saudável garante a ingestão de todos os nutrientes (Philippi e colaboradores, 2008).

 

Por que a vitamina D é tão importante para nossa imunidade?

Resposta: A vitamina D é fundamental para a saúde óssea, mas estudos recentes mostram seu importante papel no controle das respostas e ações do sistema imunológico. E sua deficiência está associada a maior risco de doenças infecciosas e auto-imunes, além do Diabetes e Tuberculose (Baeker et al, 2010).

 

É verdade que tomar vitamina C previne doenças de qualquer tipo de vírus?

Resposta: A Vitamina C tem papel imunológico importante na defesa do organismo. Ela é fundamental para crescimento e desenvolvimento das células imunes e previne doenças causadas por vírus, bactérias, fungos e outros microoganismos além de prevenir inflamações e processos oxidativos. Sua deficiência está associada a maior incidência de gripes virais e resfriados entre outras doenças (Anitra e Maggini, 2017).

 

Referências bibliográficas:

Donovan, S. M.; Comstock, S. S. Os oligossacarídeos do leite humano influenciam

a imunidade da mucosa e sistêmica dos neonatos. Ann Nutr Metab; 69(suppl 2):42–51, 2016.

German, J. B., Freeman, S. L., Lebrilla, C. B., & Mills, D. A. Human Milk Oligosaccharides: Evolution, Structures and Bioselectivity as Substrates for Intestinal Bacteria. Personalized Nutrition for the Diverse Needs of Infants and Children, 205–222, 2008. doi:10.1159/000146322.

Jantscher-Krenn, E.; Bode. L. Human milk oligosaccharides and their potential benefits for the breast-fed neonate. Minerva Pediatr.  Feb;64(1):83-99, 2012.

Sprenger, N.; Binia, A.; Austin, S. Human Milk Oligosaccharides: Factors Affecting Their Composition and Their Physiological Significance. Nestle Nutr Inst Workshop Ser.;90:43-56, 2019. doi: 10.1159/000490292. Epub 2019 Mar 13.

Phillipi, ST. E colaboradores. Piramide dos alimentos: Fundamentos básicos da nutrição. Barueri: Ed Manole. 2008.

Baeker,F.; Takiishi T.; Korf H.; Gysemans C.; Mathieu C. Vitamin D: modulator of the immune system. Elsevier. Volume 10, Issue 4, Pages 482-496, August 2010.

Anitra C. C.; Maggini S. Vitamin C and Immune Function. Nutrients. 9(11), 1211; https://doi.org/10.3390/nu9111211. 2017.